Olá
manolos foliões!!!
Acredito
que a grande maioria de vocês adora carnaval. Mas será que todos sabem como teve
início essa festa tão esperada todos os anos? Dizem por aí que o ano só começa
mesmo depois do carnaval. Por que será? Há quem se aproveite dessa data também
para fazer tudo aquilo que tem vontade, mas em sã consciência não faria. Depois
colocam a culpa no carnaval, na bebida e em qualquer outra coisa menos em si,
não é verdade? (apenas observo rsrs). Então, segue a lista aí de 10
curiosidades sobre o carnaval. Não deixe de ler e propague conhecimento! ;P
1º. Para homenagear o Deus Saturno, havia uma festa na Roma
Antiga chamada “Saturnais”. As escolas ficavam fechadas, os escravos eram
soltos e as pessoas saíam às ruas para dançar. Carros (chamados de “carrum
navalis” por serem semelhantes aos navios) levavam homens e mulheres nus em
desfile. Muitos dizem que pode ter sido daí a expressão “carnavale”.
2º. A Igreja Católica se opunha a estes festejos pagãos, mas,
em 590, decidiu reconhecê-los. Exigiu, porém, que o dia seguinte (Quarta-Feira
de Cinzas) fosse dedicado à expiação dos pecados e ao arrependimento.
3º. De lá para cá, o Carnaval foi mudando aos poucos de cara.
Na Idade Média, incluía sátiras aos poderosos. Os foliões se protegiam de
possíveis retaliações com a desculpa de que a festa os deixava loucos (“folia”,
em francês, significa loucura).
4º. No Brasil o início da festa é conhecido como “grito de
carnaval”. Antigamente os clubes promoviam festas pré-carnavalescas com este
nome. Nessas festas as pessoas iam fantasiadas e cantavam e dançavam ao som de
marchinhas de Carnaval.
5º. A data em que se comemora o Carnaval é definida com base
na Páscoa. A Quarta-Feira de Cinzas sempre cai 46 dias antes do domingo da
festividade, que é a soma dos 40 dias que antecedem o Domingo de Ramos com os 6
dias da Semana Santa.
6º. Em 1855 houve aquele que foi considerado o primeiro
desfile de Carnaval. Uma comissão de intelectuais formou um bloco chamado
“Congresso das Sumidades Carnavalescas”. Os participantes foram até o palácio
de São Cristóvão pedir para que a família real assistisse ao desfile. Dom Pedro
II aceitou o convite. A polícia do Rio de Janeiro autorizou o desfile de blocos
pelas ruas em 1889.
7º. Foi na Rua Visconde de Itaúna, próximo a Praça Onze, que
nasceu o samba. Uma roda de amigos improvisava versos na casa de uma das
moradoras do morro, a tia Ciata (Hilária Batista de Almeida). Em 6 de agosto de
1916, o grupo criou a música O Roceiro, que caiu no gosto do povo. Depois de
repetida em outras noites, sempre com muito sucesso, Donga, um dos
participantes, resolveu registrar a canção em seu nome, com o título de Pelo
telefone. Quando ela foi gravada, em 1917, os outros integrantes do grupo –
Germano Lopes da Silva, Hilário Jovino Ferreira, João da Mata, Sinhô e tia
Ciata – reivindicaram direitos pela composição. Donga contestou essa versão.
8º. O nome do ritmo é de uma língua africana chamada banto,
falada em Angola. Há duas versões para sua origem: ou ela deriva do termo samba
(bater umbigo com umbigo), ou é uma junção de sam (pagar) e de ba (receber).
Nas antigas rodas de escravos se praticava a umbigada, dança em que dois
participantes davam bordoadas um no baixo-ventre do outro.
9º. O Carnaval brasileiro é descendente do “entrudo”
português. O dicionário diz que entrudar significa molhar com água, empoar de
goma ou talcos, fazer peça. E a farra era esta mesmo. No século 17, os foliões
se armavam de baldes e latas cheias de água. E todos acabavam molhados. Até Dom
Pedro II se divertia jogando água nos nobres. Acontecia aqui antes do início da
Quaresma e durava três dias, do domingo até a terça-feira gorda.
10º. Com o passar dos anos, a brincadeira foi ficando mais
agressiva. Água suja, farinha e talco lambuzavam as roupas dos brincalhões.
Limões, laranjas e ovos eram atirados em quem estivesse na rua. Logo surgiu uma
lei proibindo o entrudo. Em 1854, um chefe de polícia do Rio de Janeiro (RJ)
determinou que a partir daquela data o entrudo tinha de “ser seco para não
estragar as roupas mais custosas e cuidadas e não provocar desordens e
confusão”. O entrudo à seco se transformou no Carnaval.
Fonte: O Guia dos Curiosos
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